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Jiro Dreams of Sushi

Jiro Dreams of Sushi (2011).⠀

Esse doc traz insights importantes sobre criatividade, cultura, arte e gastronomia. Jiro Ono tem hoje 95 anos e especialistas o consideram um dos maiores chefs de sushi do mundo. ⠀

Com seu filho e equipe de 4 assistentes, ele comanda o Sukiyabashi Jiro Honten, restaurante com apenas 10 lugares, no Japão. ⠀

A história mostra a busca obsessiva de Jiro pelo sushi perfeito. São décadas de um processo repetitivo, artesanal, com o apoio de fornecedores de peixes e ingredientes igualmente radicais.⠀

Mesmo depois do filtro dos fornecedores, há um ritual: o próprio Jiro experimenta e analisa para uma aprovação final. Se não estiver perfeito, não serve. Na verdade quase perfeito, porque Jiro não considera ter chegado ainda ao sushi perfeito. ⠀

Todos os dias, sob a supervisão do chef, a equipe também faz uma degustação, comendo o que de melhor será servido aos clientes. Segundo Jiro, a equipe não pode ter um paladar inferior ao dos clientes. Por isso aprimorar o paladar é um processo contínuo, uma cobrança diária e sem fim.⠀

Vamos ao ponto: aprimorar o paladar é um exercício fundamental para o pensamento criativo. ⠀

É preciso experimentar novos sabores, ampliar a capacidade dos sentidos, expandir o repertório do nosso paladar através de novos pratos, ingredientes.

Qual será o sabor do atum para Jiro Ono?⠀

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Deep Work

Quase todo mundo já tá sabendo que uma das competências mais importantes a serem desenvolvidas daqui pra frente é “aprender a aprender”.⠀

Ou seja, teremos que rapidamente desenvolver novas habilidades, cada vez mais complexas, e chegar a um nível alto de desempenho, tudo isso em pouquíssimo tempo.⠀

No livro “Deep Work”, Cal Newport vai direto ao ponto: no mundo atual, cheio de distrações, aprender rápido tem a ver com a capacidade de se envolver em um estado de profunda concentração. É preciso se sentir confortável em entrar no modo “deep work” por longos períodos de tempo, para chegar a níveis altos de qualidade e quantidade cada vez mais valorizados.⠀

E esta aí o problema. ⠀

Notificações, mensagens, smart watchs, telas, mídias sociais e até os espaços compartilhados de trabalho não ajudam em nada. ⠀

A proposta não serve para todos, claro. Mas se faz sentido para você o livro traz insights interessantes, diferentes estilos de “trabalho zen” e estratégias para aumentar sua capacidade de concentração produtiva.⠀

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Hit Makers

Reza a lenda que na década de 80, o produtor/baixista Liminha trouxe dos EUA, depois de uma turnê com os Mutantes, um livro com um título tipo “Como criar hits na música”. O livro era um presente para um amigo, o guitarrista Lulu Santos.⠀

É muito atraente a idéia de que um livro continha as fórmulas e ingredientes para mais de 30 anos de sucesso do maior hit maker brasileiro. Afinal, americanos tentam explicar tudo. Fica como uma lenda para ser contada nos estúdios e ensaios.⠀

Mas é possível criar um hit?⠀

Derek Thompson tenta responder essa pergunta revendo sucessos da música, design, cinema e diversos objetos de desejo. Essa não é uma busca solitária. Todos os anos indústrias investem seus milhões para tentar descobrir o que está por trás de um super sucesso.⠀

A iHeart Media, por ex, maior proprietária de estações de rádio FM nos EUA, também é proprietária do HitPredictor. O serviço tenta prever o potencial de sucesso de uma música. Trechos são tocados três vezes para um público online, sem mais informações, para testar seu potencial de sucesso.⠀

As notas são de 0 a 100 e uma média final de 60 pontos identifica as músicas com potencial de se transformarem em um hit. (“Hotline Bling”, com Drake, por ex, teve média 70,25).⠀

Mas o caminho para a criação de um hit não precisa ser necessariamente algorítmico. Quer lançar um produto de sucesso? Recorra ao método MAYA, ou “most advanced yet acceptable”.⠀

A idéia é simples: públicos orientam suas preferências a partir de uma mistura de complexo e simples, um estímulo depertado por coisas novas com certo conforto já familiar. Uma tensão entre ser surpreendido e o que já se conhece, um pouco de atração pelo novo, mas com certa resistência com aquilo com que não se está familiarizado.⠀

Ou seja, para vender algo familiar, torne-o surpreendente. E para vender algo surpreendente torne-o familiar. 

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O Oráculo da Noite

No meu top3 dos livros de 2020 está “O Oráculo da Noite”, de Sidarta Ribeiro.⠀

Já vinha acompanhando há algum tempo novas idéias e conceitos ligados ao sono, estado em que passamos 1/3 da nossa vida. Mas o livro cola todas as peças e cria uma obra fundamental para a exploração do mundo dos sonhos.⠀

É incrível como sonhos podem ser uma fonte riquíssima de criatividade, resolução de problemas e tomada de decisões. ⠀

Quando dormimos, o cérebro continua fazendo seu trabalho, reconectando fatos, informações, testando novos caminhos com todo material armazenado em toda a sua vida.⠀

Mas pouco aprendemos com isso. Os sonhos são esquecidos logo nos primeiros instantes do despertar. E com isso perdemos a chance de receber uma mensagem fruto de todas essas novas conexões.⠀

O livro de Sidarta Ribeiro aponta caminhos para que o mundo dos sonhos seja melhor entendido e explorado. E isso pode ser um ponto de partida para o descobrimento de um mundo completamente novo. ⠀

“No seu melhor, os sonhos são a própria fonte de nosso futuro. O inconsciente é a soma de todas as suas combinações possíveis. Compreende, portanto, muito mais do que o que fomos – compreende tudo o que podemos ser”.

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“Abstract”: Ian Spalter

Na série “Abstract”, Netflix, segunda temporada, há um interessante episódio sobre design com Ian Spalter. Com trabalhos realizados no YouTube, Foursquare e Nike+, ele hoje é head de design do Instagram. ⠀

Segundo o episódio, 1 de cada 7 pessoas do planeta usa algum produto supervisionado por Spalter. Então, sem dúvida, vale saber mais sobre seu pensamento criativo. ⠀

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Papo pro Futuro

Mais um papo sobre nossas perspectivas para o futuro e o trabalho na série criada por Flávio Dultra.

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Repensar a Produtividade

Live com Juliana Athaydde sobre produtividade e o futuro do trabalho na série Rework Future Live.

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Futuro. Ex-Futuro. Re-Futuro.

Convite do super empreendedor criativo Daniel Maior para uma live no Instagram sobre a idéia de “futuro”.

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De onde vêm as boas ideias

Todo mundo deve reconhecer a lâmpada como símbolo de uma boa idéia. Faz sentido se a gente pensar na iluminação que ela produz, mas pouco na sua forma.

Uma boa idéia é uma rede, um emaranhado, um enxame. E em sua maioria, não nasce pronta, e sim mal-acabada, ainda como intuição.

Steven Johnson discute nesse livro alguns padrões que mostram como intuições se conectam para formar idéias. Conexão é a palavra-chave porque intuições que não se conectam continuam sendo apenas intuições.

Por isso a importância dos cafés, papos no corredor, eventos, etc. Muitas vezes temos apenas intuições ou parte de uma idéia e precisamos buscar, nas intuições de outros, as partes que faltam às nossas.

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The Creative Brain

Estamos vivendo uma luta permanente. Nosso cérebro pesa 1,5 kg, mas consome 20% da energia do corpo. Assim, como forma de gastar menos energia, ele tenta recorrer sempre a experiências anteriores. 

Ser criativo então depende da resistência a esse instinto de recorrer ao que já conhecemos para pensar em algo novo. Testar coisas novas, diariamente, é um verdadeiro exercício. 

O doc pode ser encontrado pelo título em português “Como o Cérebro Cria”.

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SCREAM

Painel “Futuro Inteligente: os próximos 20 anos”, discutindo futuro do trabalho, algoritmos e protótipos subversivos, dia 23, no Fera Palace Hotel, Rua Chile.

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Outliers

A versão em português traz um subtítulo perigoso: “Descubra porque algumas pessoas têm sucesso e outras não”. ⠀

Parece um livro de auto-ajuda, rumo ao sucesso. Mas não eh nada disso. Malcolm Gladwell faz uma desconstrução do self-made man. Os outliers, ou foras de série, são na verdade fruto da história, da comunidade, das oportunidades a que tiveram acesso. Uma rede de vantagens, conquistadas ou herdadas, faz aquele que pensa se fazer sozinho. ⠀

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